quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Situação de Aprendizagem postada a seguir foi organizada pelo Grupo 3 do Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino e será trabalhada por mim, professora Ingrid com as turmas de 7ªs séries.
Espero que gostem e possam utilizá-la nas aulas. O material foi preparado também em PPT para tornar a aula dinâmica e diferente das tradicionais.
Situação de Aprendizagem : 
Texto: " Meu primeiro beijo" de Antônio Barreto.
Tempo previsto : 2 aulas

Parte 1 - Antes da Leitura 
* Definição dos objetivos da leitura e apresentação da Situação de Aprendizagem;
* Apresentação do contexto de produção e autor ( Livro e História de Antônio Barreto);
*  Saboreando a leitura - Escuta da Música : " My girl", The Temptations  e Leitura de Imagem : " O beijo" Rondin;
* Levantamento de conhecimentos prévios do tema, antecipação a partir do título, música e imagem;
* Atividade de Hipótese :
Qual o sentido do título: "Meu primeiro beijo" na sua vida pessoal, após a escuta da música e discussão do assunto?
* Leitura Global.

Parte 2 - Durante a Leitura.
* Confirmação das expectativas de sentido criadas pela leitura;
* Caracterização da estrutura do texto - texto narrativo em prosa;
* Identificação do Gênero textual - relato de experiência vivida;
* Localização e construção do tema ou ideia principal.
* Identificação dos recursos linguísticos para identificação de personagens.
Menino – Apelidos  e o bilhete com a assinatura em letras minúsculas .
Atividade para construção do sentido do texto neste trecho.
*Identificar o sentido dos apelidos do personagem.
* Estudo das categorias gramaticais – Análise da Língua:
a) Identificação dos pronomes possessivos – marcas de autoria.
b) Verbos no passado – relacionar com o gênero textual.
c) Uso de discurso direto – pontuação.

*  Comparação de Informações – comparar as versões dos beijos e a visão da narradora e do menino.
* Escuta da música: “ Já sei namorar” Os tribalistas e relacionar com o
“ primeiro beijo” Atividade de Intertextualidade 1


Parte 3 – Após a Leitura :

* Percepção das relações de Intertextualidade
- Trecho do Capítulo XIV “ O primeiro beijo” – Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis.
- Trecho do Capítulo “O Primeiro beijo” (Carol Machado) do livro : Confissões de Adolescente de Maria Mariana.
- Depoimentos retirados de revistas voltadas ao público jovem.
* Percepção de outras linguagens – Identificar as figuras de linguagem:
a) No bilhete (metáfora: “ Você é a glicose do meu metabolismo)
b)  Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram… e foi ficando nisso. Normal.”  ( gradação)

* Elaboração de apreciações afetivas :
a) Sentimentos provocados com a leitura do texto?
b) Sentimentos provocados com a escuta das músicas?

* Elaboração relativas a valores éticos e \ ou políticos:
Discuta com seus colegas:
Há locais em que o beijo é inadequado?

Finalização da Situação : “ Velha infância” – Os tribalistas.
Relacionar com a paixão momentânea da narradora pelo garoto.

“ Beija eu” Marisa Monte. – Finalização da Intertextualidade.



terça-feira, 11 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Minhas memórias sobre leituras

Tive contato com livros desde muito cedo, como sou a caçula da minha família, via meus irmãos lendo e fazendo as lições de escola e desejava muito aprender a ler e escrever logo. Quando comecei a frequentar a escola fiquei encantadíssima com a leitura e escrita, nossa escola nos convidou a participarmos de um concurso sobre a Paz Mundial, eu participei e ganhei o primeiro lugar, meu desenho era o Planeta Terra cercado por crianças de várias etnias, com as mãos dadas. O prêmio foi um livro, Heidi, editado pela Editora Ediouro, um livro pequeno, de bolso, que não larguei enquanto não acabei de lê-lo, a história era bem dramática, mas adorei. Depois desse vieram muitos outros... Alguns leituras obrigatórias da escola, outros que escolhi pelo título, por indicação de amigos, por críticas especializadas, enfim... Nem preciso dizer do tamanho da importância, que tiveram para mim e da repercussão que causaram em minha vida, como um todo. Até hoje sou dependente de leituras diárias e sobre todos os assuntos e gêneros.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PESSOAL BOA TARDE
SEGUE ABAIXO O DEPOIMENTO DA COLEGA DE CURSO JANIERK.


Boa tarde,
A disciplina de língua portuguesa sempre foi minha preferida na escola e minha primeira experiência como leitora foi ler todos os textos dos livros didáticos, mesmo os que a professora não pedia. Mas meu amor pela leitura só começou mesmo no Ensino Médio, quando percebi que havia passado anos na escola, mas não sendo incentivada a ler livros diversos, a conhecer a biblioteca da escola, um sebo, nem tendo em casa pais leitores, havia me tornado uma analfabeta literária. Nesse estágio da minha vida comecei a pensar em que profissão seguir, e como preparação para o vestibular, li todas as obras literárias que cairiam na prova naquele ano. Pronto, mesmo lendo por obrigação adorei o fato de ler vários livros, conhecer vários autores, e decidi que faria a faculdade de Letras, pois assim me tornaria obrigatoriamente uma eterna leitora. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

http://youtu.be/HWCoUcKeDf0


Irresistível esse vídeo.
Adoro muito e vale a pena assistir, se emocionar e passar aos alunos.
Me digam o que acham?

Os depoimentos de grandes nomes me inspiram, não sei meu talento para escrever, mas tento, assim como exemplificou Rubem Alves, tento criar a minha literatura com o meu processo de transformações alquímicas, se fica bom não sei, isso somente o leitor irá dizer.
Quanto aos livros, qualquer livro pode ser devorado, eles nos fazem voar como borboletas.
Viajamos até a Ilha Perdida com o Pequeno Príncipe, descobrimos Capitu, Bentinho, quem sabe amamos ou odiamos o Primo Basílio.
 Imaginamos o Mundo de Sofia, aquele que somente nos conhecemos, que na verdade é o nosso mundo, que pode ser transfigurado a qualquer momento para os mares dos Lusíadas até a Cidade e as Serras.
Na TV vemos o crime e nos lembramos do Crime do Padre Amaro, achamos melhor procurar um livro e retornar a nossa viagem, o carteiro chega nos lembramos das cartas, cartas que eu particularmente li e reli em O sofrimento do Jovem Werther.
As obras são várias, lembrei de algumas, mas é através da leitura e da escrita, do jogo da literatura que, segundo Contardo Calligaris, liberta o ser humano nesse catálogo de experiência da vida, vida essa que inventada, a partir do combinatório de sonhos, para sonhar a própria liberdade.
A liberdade são as viagens que ganhamos com nossas leituras e escritas que nos levam a outros mundos, mundos jamais descobertos, cheios de mistérios, como no livro de Pedro Bandeira, são os mistérios da Fábrica de Livros de Laurinha.
A leitura nos transforma, nos muda em faces, Faces do Amor, Faces da Família e nessas faces que adorava ler e reler as leituras pedidas na escola. Do, re mi, a droga da obediência chegou e fomos obrigados a ler, realizar, provas e trabalhos.
Ler eu li muito, reli, viajei, sonhei e chorei agora escrever, não sei, afinal sou como Fernando Pessoa, eu finjo, finjo escrever, mas não finjo ler.


Minha história leitora e escritora.

A primeira experiência com livros é narrada pela mamãe. Ela comprou uma coleção do Círculo do Livro eucom 4 anos entretida na “ leitura do meu mundo”, afinal somente folhear era minha leitura, arrumei uma tesoura e recortei toda a coleção sobrando-me apenas um livro “Laurinha vai para o hospital”, li e reli durante vários anos  e claramente lembro da figuras. Em seguida na  1ª série recordo-me do livro de leitura, adora lê-lo, mesmo sem ter chego na lição e já tinha uma fluência,  aproveitei para “ devorar” o livro e me sentia uma leitora exímia.  Um dia, uma tia pediu para eu ler e solicitei que ela escolhesse um texto do final do livro, e lembro que li a história do Palhaçinho que perdeu seu pai com derrame. Outra imagem que tenho claramente em minha memória e achava a história muito triste.
A trajetória de leituras de livros e jornais aqui em casa ocorre até os dias atuais. Tenho como grande incentivador meu pai, que sempre comprou e leu ornais e livros. Mamãe passeava comigo e meu irmão em uma livraria e eu adorava procurar livros, folheá-los.Confesso que no Ensino Fundamental II, as leituras obrigatórias não me atraiam, gostava de relê-los após as avaliações, para sentir o “outro gosto” da leitura, a leitura por prazer.
Adoro escrever e sempre gostei muito, na escola sempre tive muita facilidade partindo daí à escolha pela profissão.  
Papai sempre escreveu cartas para a mamãe e relaciono as escritas, as quais tive contato em casa como minha inspiração e prazer por escrever.A escrita em diários colaborou  para esse gosto e acredito ter ajudado na melhoria constante de minha escrita e ortografia.A escrita sempre presente em minha vida, confesso que atualmente não tenho dedicado tempos para escritas por prazer, mas sempre voltadas para o trabalho pedagógico, porém apresentei em minhas avaliações textos produzidos especialmente para tal situação de aprendizagem, os quais foram aceitos pelos alunos.
Acredito que as  lembranças, imagens que tenho dos livros e textos lidos relaciona-se com a construção e ampliação de novos horizontes, os quais construí com a leitura, que colaborou sem dúvida para a escrita, pois só escrevemos bem, lendo bastante.