Os depoimentos
de grandes nomes me inspiram, não sei meu talento para escrever, mas tento,
assim como exemplificou Rubem Alves, tento criar a minha literatura com o meu
processo de transformações alquímicas, se fica bom não sei, isso somente o
leitor irá dizer.
Quanto aos livros, qualquer livro
pode ser devorado, eles nos fazem voar como borboletas.
Viajamos até a Ilha Perdida com o
Pequeno Príncipe, descobrimos Capitu, Bentinho, quem sabe amamos ou odiamos o
Primo Basílio.
Imaginamos o Mundo de Sofia, aquele que
somente nos conhecemos, que na verdade é o nosso mundo, que pode ser
transfigurado a qualquer momento para os mares dos Lusíadas até a Cidade e as
Serras.
Na TV vemos o crime e nos lembramos
do Crime do Padre Amaro, achamos melhor procurar um livro e retornar a nossa
viagem, o carteiro chega nos lembramos das cartas, cartas que eu
particularmente li e reli em O sofrimento do Jovem Werther.
As obras são várias, lembrei de
algumas, mas é através da leitura e da escrita, do jogo da literatura que, segundo
Contardo Calligaris, liberta o ser humano nesse catálogo de experiência da
vida, vida essa que inventada, a partir do combinatório de sonhos, para sonhar
a própria liberdade.
A liberdade são as viagens que
ganhamos com nossas leituras e escritas que nos levam a outros mundos, mundos
jamais descobertos, cheios de mistérios, como no livro de Pedro Bandeira, são
os mistérios da Fábrica de Livros de Laurinha.
A leitura nos transforma, nos
muda em faces, Faces do Amor, Faces da Família e nessas faces que adorava ler e
reler as leituras pedidas na escola. Do, re mi, a droga da obediência chegou e
fomos obrigados a ler, realizar, provas e trabalhos.
Ler eu li muito, reli, viajei,
sonhei e chorei agora escrever, não sei, afinal sou como Fernando Pessoa, eu finjo,
finjo escrever, mas não finjo ler.
Nenhum comentário:
Postar um comentário