quarta-feira, 5 de junho de 2013

Os depoimentos de grandes nomes me inspiram, não sei meu talento para escrever, mas tento, assim como exemplificou Rubem Alves, tento criar a minha literatura com o meu processo de transformações alquímicas, se fica bom não sei, isso somente o leitor irá dizer.
Quanto aos livros, qualquer livro pode ser devorado, eles nos fazem voar como borboletas.
Viajamos até a Ilha Perdida com o Pequeno Príncipe, descobrimos Capitu, Bentinho, quem sabe amamos ou odiamos o Primo Basílio.
 Imaginamos o Mundo de Sofia, aquele que somente nos conhecemos, que na verdade é o nosso mundo, que pode ser transfigurado a qualquer momento para os mares dos Lusíadas até a Cidade e as Serras.
Na TV vemos o crime e nos lembramos do Crime do Padre Amaro, achamos melhor procurar um livro e retornar a nossa viagem, o carteiro chega nos lembramos das cartas, cartas que eu particularmente li e reli em O sofrimento do Jovem Werther.
As obras são várias, lembrei de algumas, mas é através da leitura e da escrita, do jogo da literatura que, segundo Contardo Calligaris, liberta o ser humano nesse catálogo de experiência da vida, vida essa que inventada, a partir do combinatório de sonhos, para sonhar a própria liberdade.
A liberdade são as viagens que ganhamos com nossas leituras e escritas que nos levam a outros mundos, mundos jamais descobertos, cheios de mistérios, como no livro de Pedro Bandeira, são os mistérios da Fábrica de Livros de Laurinha.
A leitura nos transforma, nos muda em faces, Faces do Amor, Faces da Família e nessas faces que adorava ler e reler as leituras pedidas na escola. Do, re mi, a droga da obediência chegou e fomos obrigados a ler, realizar, provas e trabalhos.
Ler eu li muito, reli, viajei, sonhei e chorei agora escrever, não sei, afinal sou como Fernando Pessoa, eu finjo, finjo escrever, mas não finjo ler.


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